Tendo em vista os graves transtornos causados no Estado do Rio de Janeiro com as fortes chuvas, achamos importante divulgar um texto sobre a importância da amamentação em situações extremas, considerando-se que neste momento existem centenas de pessoas em abrigos temporários ou desalojadas, em virtude dos deslizamentos e demarcação de áreas de risco que estão sendo esvaziadas por ordem das autoridades.
Não podemos deixar de observar que em situações extremas a imunidade, naturalmente, fica reduzida, exatamente no momento em que podem aparecer problemas de saúde causados pela falta de higiene e cuidados com a alimentação.
Entendemos que é muito importante dar apoio e acolhimento às mulheres que estão nos abrigos com seus bebês, para que tenham tranquilidade e possam prosseguir na amamentação de seus filhos, já que os bebês amamentados correm menos risco de adquirir infecções e doenças oportunistas trazidas pela situação enfrentada.
Por que amamentar é vital nas emergências?
Nenhum lugar está “imune” a situações de emergência. Elas podem acontecer em qualquer local do mundo. Independente do tipo - de terremotos a conflitos, de enchentes a pandemias de gripe - a história é sempre a mesma: amamentar salva vidas.
Em situações de emergência, bebês e crianças pequenas são especialmente vulneráveis à desnutrição, doenças e morte. Alguns fatos colhidos da experiência com as situações de emergência são:
- Os dados publicados mostram que a mortalidade infantil durante situações de emergência ultrapassa em muito as taxas de períodos normais, variando de 12 a 53%.
- Em um programa de larga escala de alimentação terapêutica, no Niger, em 2005, observou-se que 95% dos 43.529 casos de desnutrição admitidos para atendimento terapêutico eram crianças com menos de 2 anos de idade.
- Em um programa no Afeganistão, a taxa de mortalidade foi de 17,2% entre bebês com menos de 6 meses de idade, internados em instituições para alimentação terapêutica.
- Durante os três primeiros meses de conflito na Guiné-Bissau, em 1998, a taxa de mortalidade entre crianças não-amamentadas com idades entre 9 e 20 meses foi seis vezes mais alta do que entre crianças da mesma faixa etária amamentadas.
Esse texto fez parte da campanha veiculada na Semana Mundial do Aleitamento Materno 2009 (SMAM 2009). Mais informações no site www.ibfan.org.br